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Ensino à distância: 61% dos estados e municípios não capacitaram professores
22/06/2020
     Com o isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus, as atividades escolares foram as primeiras a serem suspensas para evitar o aumento do contágio.

     Com a situação, diversas redes públicas de ensino buscaram alternativas para a continuidade do aprendizado de jovens e crianças. A pesquisa “A Educação não pode esperar”, do Instituto Rui Barbosa e do centro de pesquisa IEDE mostra que 82% das redes municipais e estaduais criaram atividades de forma remota para atender à população.

     A cidade de Belém, no Pará, é um bom exemplo de busca de alternativas, neste momento em que o distanciamento social é necessário.

     A Secretaria de Educação agiu logo no começo da pandemia. Primeiro, garantindo acesso à merenda que estava nos estoques das escolas e depois entregando cestas básicas para as famílias. A pesquisa do Instituto Rui Barbosa, mostrou que a 56% das escolas conseguiram garantir o direito à alimentação para todos os estudantes.

     A prefeitura utilizou sua equipe pedagógica para entregar kits com atividades, que deveriam ser enviados para os alunos a cada 15 dias, junto com a entrega da merenda.

     Ana Célia Carvalho, diretora de educação da Secretaria Municipal, explica as ações da prefeitura.

     Para reforçar o aprendizado, foi licitado um horário pela manhã e pela tarde em uma televisão local para exibição de videoaulas, que foram produzidas pelos professores, ampliando as atividades a partir de maio.

     O professor de sociologia Fabrício Araújo é um dos profissionais que foram para a frente das câmeras para dar as tele aulas. Ele explica os desafios enfrentados.

     A reação rápida em Belém foi possível porque a prefeitura já tem iniciativas de aulas para comunidades mais remotas, com um histórico de formação de professores. Poucas escolas conseguiram investir nesse formato, seguindo a pesquisa “A Educação não pode esperar”, apenas 39% das redes de ensino conseguiram preparar os docentes para as atividades à distância.

     Em Tocantins, o governo do estado também distribuiu kits de alimentação, que foram entregues para todos os alunos da rede estadual e municipal de ensino.

     Adriana Aguiar, secretária estadual de Educação, afirma que o governo buscou garantir o acesso ao conteúdo, independente do aluno ter acesso à internet ou a um computador.

     Tocantins está planejando o retorno aulas para agosto. Em um primeiro momento, haverá rodízio de 50% dos alunos de ensino médio, mantendo também atividades remotas. A Secretaria de Educação afirmou que será feita uma análise posterior de segurança para o retorno à normalidade.

     


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