Programa de Localização de Desaparecidos promove o reencontro de mãe e filha após 34 anos
04/02/2019
     O Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (Plid) em Goiás realizou, em janeiro deste ano, o atendimento de Antônia Souza, que foi afastada da mãe com apenas 3 anos e, 34 anos depois, graças a diligências realizadas pelo programa, proporcionou o reencontro entre mãe e filha. Bastante emocionada, Antônia disse: “hoje estou muito feliz, pois agora nos falamos todos os dias e tenho o carinho da minha mãezinha, que eu não sabia nem como era o rosto. Agradeço ao Plid Goiás por ter me dado essa chance de mudar minha história”.

      Articulado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), o programa apoia promotorias no sentido de localizar pessoas, incluir registros de ocorrências no sistema nacional e encontrar familiares de corpos identificados, mas não reclamados. A coordenação do Plid está a cargo da coordenadora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos do MP, Patrícia Otoni.

      Outra história comovente registrada pelo Plid Goiás é a de Elis Daniele Jorge Mendes, que havia perdido o contato com um irmão por parte de pai há mais de 25 anos. Sabendo da atuação do programa e de histórias de sucesso no encontro de pessoas, ela solicitou o auxílio do Plid, tendo, enfim, conseguido localizar seu irmão e restabelecido o contato com ele.

      Elis Daniele afirmou: “Eu tinha um sonho muito grande de encontrar meu irmão, pois eu sofria muito com o fato de não saber onde ele estava, se ele sofria por não ter contato conosco. Então, eu descobri o Plid Goiás e me falaram que ele estava vivo. A partir do momento que falamos no telefone, nunca mais perdemos o contato; ele ficou muito emocionado de termos ido atrás dele. Agradeço o programa por ter me ajudado nesse momento”.

       Na última reunião do Comitê do Sistema Nacional de Localização e Identificação de Desaparecidos (Sinalid), no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em janeiro deste ano, o gestor do sistema apresentou o cenário nacional, oportunidade em que destacou a atuação do Ministério Público de Goiás, que figura em segundo lugar no quantitativo de usuários do sistema. Também foi apontado que o número de alimentação do Sinalid é superior a 7,8 mil casos de desaparecimento, referentes ao período de 2016 a 2018. A coordenadora do CAO dos Direitos Humanos, Patrícia Otoni, é representante da Região Centro-Oeste no comitê. A reunião foi coordenada pela secretária de Direitos Humanos e Defesa Coletiva do CNMP, Ivana Farina Navarrete Pena.

      No encontro, foram discutidas também ações para a ampliação da atuação do Sinalid, com tratativas no âmbito nacional para promoção do sistema em todo País. Desde o seu lançamento, em agosto de 2018, o Plid Goiás já registrou mais de 390 atendimentos prestados à sociedade e às Promotorias de Justiça, sendo que 55 casos foram resolvidos.

       Em parceria com o Instituto Médico-Legal (IML) e a Coordenação de Desaparecidos da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, foram realizadas buscas por familiares de corpos identificados e não reclamados. A partir desta atuação, verificou-se que, em diversos casos, pessoas que já haviam falecido figuravam como réus em cerca de 120 processos judiciais distintos, momento em que o Plid Goiás realizou a comunicação do óbito para as Promotorias e Varas Criminais.

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      Além disso, em parceria com o Plid goiano, a Record Goiás transmite diariamente fotos de pessoas desaparecidas, além do contato do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos de Goiás, o que tem ampliado em muito a acesso do cidadão ao programa. (Edição de Texto: Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)

     

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